O projecto RESINSURF visa desenvolver novas formas de tratar superfícies sem usar crómio hexavalente, especialmente no processo chamado “cromagem dura”.
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Data de Início: 01-01-2024
Data de Conclusão: 31-12-2026
Custo total elegível: 1.960.751,46 euros
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER – 1.470.563,61 euros

O crómio hexavalente é um produto químico muito útil em várias indústrias, mas também é muito perigoso para a saúde e o meio ambiente. É comumente usado para revestir metais, fazer tintas e tratar couro, mas pode causar cancro e contaminar a água e o solo. Por isso, a União Europeia o proibiu em 2017, embora tenha permitido seu uso contínuo em pequenas quantidades até 2024. Isso criou um problema para as empresas que o utilizam, pois precisam encontrar alternativas seguras rapidamente.
Para enfrentar esse desafio, foi criado o projeto RESINSURF. Seu principal objetivo é desenvolver novas formas de tratar superfícies sem usar crómio hexavalente, especialmente no processo chamado “cromagem dura”.
O RESINSURF tem duas metas importantes:
(1) Criar novas tecnologias mais seguras e ecológicas para substituir o crómio hexavalente.
(2) Ensinar estudantes e profissionais a usar essas novas tecnologias.

O RESINSURF tem parceiros em vários países do sul da Europa (Espanha, França e Portugal).
O plano inclui:
Este projeto ajudará as empresas a continuar trabalhando sem usar produtos perigosos, protegendo assim a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente, cumprindo as novas regulamentações da União Europeia.
Os inibidores de corrosão, desenvolvidos pela SMALLMATEK, estão a ser explorados no Piloto 2: Tratamento de superfícies de alumínio sem Crómio
Piloto 2: A PROTEÇÃO TRADICIONAL das ligas de ALUMÍNIO usa camadas que contêm CRÓMIO HEXAVALENTE, um produto químico TÓXICO. Devido às restrições na Europa, estão sendo buscadas ALTERNATIVAS mais seguras, como a ANODIZAÇÃO tartárico-sulfúrica e bórico-sulfúrica, que não contêm crómio. Neste projeto, serão desenvolvidos e otimizados DOIS MÉTODOS completamente LIVRES DE CRÓMIO: uma camada anódica tartárico-sulfúrica e camadas de conversão, que melhoram a resistência à corrosão do metal. Além disso, serão testados INIBIDORES DE CORROSÃO e implementados métodos para controlar a qualidade dos tratamentos aplicados às peças metálicas.

Descrição
Tratamento de Superfícies de Alumínio sem Cr (Crómio)
O projeto RESINSURF está implementando dois pilotos importantes para substituir produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente por alternativas mais seguras e sustentáveis nas regiões que compõem o espaço SUDOE.
A proteção tradicional de ligas de alumínio utiliza um sistema multicamadas que inclui produtos químicos com crómio hexavalente (Cr(VI)), que é tóxico. Devido às restrições na Europa, alternativas mais seguras foram encontradas. Por exemplo, a anodização crômica foi substituída por métodos como a anodização tartárico-sulfúrica e bórico-sulfúrica, que não contêm Cr(VI). Atualmente, pesquisas estão sendo conduzidas sobre a criação de primers e revestimentos completamente livres de crómio, utilizando técnicas como revestimentos sol-gel e orgânicos com inibidores.
Neste Projeto, duas alternativas completamente livres de crómio serão desenvolvidas e otimizadas. A principal diferença entre as duas está na geração da primeira camada de tratamento, a mais próxima da superfície. Serão testados os seguintes:
1- Camada anódica tartárico-sulfúrica: Este é um revestimento aplicado ao alumínio para protegê-lo da corrosão, usando um processo que não inclui crómio hexavalente, tornando-o mais seguro para o meio ambiente.
2 - Revestimentos de conversão: São revestimentos que transformam a superfície do metal em uma camada protetora através de um processo químico, melhorando sua resistência à corrosão e aumentando sua durabilidade.
Para a alternativa com camada anódica, também será testada a adição de inibidores de corrosão, desenvolvidos pela SMALLMATEK.
Paralelamente, serão realizados trabalhos na implementação de métodos de monitoramento e controle das fórmulas (ou banhos) utilizadas e das peças finais, para ter um controle eficiente da evolução dos banhos e garantir a qualidade das peças metálicas tratadas.
As seguintes entidades participam no desenvolvimento e implementação deste piloto:CIDETEC, SMALLMATEK e Universidade de Aveiro.

NanoBioEscudo – Tecnologias bio-inspiradas de nova geração para prevenção da bioincrustação marinha.
SMALLMATEK 4 - Ambicionou melhorar e automatizar o processo produtivo da Smallmatek através da digitalização, tornando-o mais eficiente.
NATURAL - Nano-argilas para remoção/captura de fosfatos (P) e sua reutilização como fertilizante